A minha pintura é o resultado de um estado de vigília durante a concepção de novos espaços de vida. É preciso estar acordado o suficiente para promover a desambiguação do objeto parido como um lugar utópico e absolutamente vivo. O ato de pintar vai além da tentativa de maquiar o lugar vazio, significa um estado de busca que pretende reinventar o próprio lugar, supondo ser este ambiente um outro mundo, onde a invenção é substâncial para condição de redefinição e transporte para a fantasia que a película fina do preenchimento manifesta sobre o espaço como se uma simples aplicação de camadas de cores sobre a superfície da tela pudesse fazer nascer uma vida outra.

 
 

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